quinta-feira, 9 de outubro de 2008

tecnologia para o dia-a-dia

Tecnologia a serviço dos Portadores de Deficiência (Telefone para surdos; Olho virtual para cegos; Roupas específicas para deficientes físicos). MUITO INTERESSANTE! O link:

http://br.youtube.com/watch?v=7IcCDZWIY70

mercado de trabalho

Pessoal, vi essa reportagem do Jornal Nacional sobre o mercado de trabalho para pessoas portadoras de deficiência. Percebemos o drama e a dificuldade que essas pessoas encontram ao procurar emprego. Segue o link:


http://br.youtube.com/watch?v=Bh7xiiN4R3g

sites interessantes

Computadores e salas de informática

Hoje em dia, cada vez mais escolas públicas estão recebendo computadores. Eles não substituem o professor, mas podem ser úteis para desenvolver atividades pedagógicas. Independentemente do tipo ou grau de deficiência, todos os alunos podem se beneficiar com o uso do computador.

• O acesso à sala de informática não deve ter obstáculos e a mesa do computador deve permitir o encaixe da cadeira de rodas. É importante assegurar uma boa visualização (altura e distância do equipamento) e manipulação adequada e confortável do teclado e mouse;

• É possível fazer adaptações que ajudem o uso de mouses e teclados de acordo com a possibilidade de movimentação de membros superiores do aluno. Às vezes, uma haste presa na cabeça ou na boca pode ajudar;

• Existem programas de computador que facilitam seu uso pelo aluno com deficiência. Alguns deles lêem em voz alta tudo o que está escrito na tela, outros facilitam o uso do teclado e do mouse. Estes softwares são utilizados para o acesso aos programas básicos como Word, Excel, Internet e outros. Vários desses programas são gratuitos;

• Softwares educativos ou pedagógicos facilitam o aprendizado do aluno e são bastante utilizados hoje em dia. Abaixo, indicamos alguns sites que esclarecem sua forma de utilização. A partir deles, você poderá encontrar muitos outros. Vale a pena você conferir estes sites e aprender sobre os softwares educativos.

• Comunidade Virtual de Educação Matemática:
http://www2.uerj.br/edai/comvem/html/softwares.htm
• EducaRede:
http://www.educarede.org.br

•Núcleo de Informática Aplicada à Educação da Universidade Estadual de Campinas - Unicamp:
http://www.nied.unicamp.br/publicacoes/pub.php?classe=software&cod_publicacao=70

• Programa Braille Virtual. Curso on-line gratuito para ensinar o sistema Braille a pessoas que vêem. Destina-se a crianças, pais, professores e funcionários de Escolas Inclusivas:
http://www.braillevirtual.fe.usp.br/

• Programa “Informática na Educação Especial” do Centro de Reabilitação e Prevenção de Deficiências (CRPD). O Programa é unidade das Obras Sociais Irmã Dulce, que visa promover o desenvolvimento das potencialidades cognitivas de alunos com necessidades educacionais especiais, entendidos como sujeitos do seu processo de aprendizagem e construção de seus conhecimentos, através da utilização de recursos de um ambiente computacional e telemático:
http://infoesp.vilabol.uol.com.br/

• Entre Amigos – Textos sobre Tecnologia Assistiva disponíveis para download gratuito compactados em formato WinZip:
http://www.entreamigos.com.br/textos/tecassi/tecassis.htm

• Edutecnet – Rede de Educação e Tecnologia. A Rede Edutec.Net é um espaço virtual voltado para a aprendizagem colaborativa, através da Internet, na área da Educação. Nesse espaço, pessoas interessadas em Educação (EDU) através da Tecnologia (TEC) formam uma Rede (NET):
http://www.edutecnet.com.br

• Associação Brasileira de Tecnologia Educacional. Essa Associação tem como objetivos contemplar ação, reflexão, análise, pesquisa e informação sobre a relação existente entre Tecnologia e Educação:
http://www.abt-br.org.br/

• Núcleo de Informática na Educação Especial. O NIEE está ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Há 13 anos desenvolve experiências; pesquisas; softwares e trabalha com a formação de recursos humanos na área de Informática na Educação Geral e Especial:
http://www.niee.ufrgs.br/software/software.html#item1

FONTE: http://www.igpeabirus.com.br/redes/form/comunidade?id=1043

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Pesquisando sobre as tecnologias que facilitam a vida de pessoas que têm necessidades especiais, encontrei o site http://www.acessobrasil.org.br/, que considero um dos mais completos e interessantes no assunto. Vale a pena conferir o que ele oferece. Aproveitando, coloco abaixo um trecho de uma história da turma da Mônica traduzido em LIBRAS, utilizando o tradutor automatizado (trecho disponível no site):


Animação da tradução em LIBRAS, utilizando o tradutor automatizado


II SURDEZ EM FOCO

Seminário II SURDEZ EM FOCO

O seminário foi realizado no dia 3/10/2008, das 14 às 17hs, na FE 5. Teve como objetivo capacitar alunos da graduação e da pós-graduação de diferentes Faculdades e Institutos da UnB, bem como professores da rede pública de ensino do Distrito Federal que trabalhem com alunos surdos incluídos. Oportunizar o debate entre profissionais pesquisadores das áreas de Educação, Letras e Psicologia sobre os temas em pauta: interpretação, identidade e criação de novos sinais para dar conta de ampliar o léxico dos surdos que avançam em seus níveis de escolarização. A coordenadora do evento, Celeste Azulay Kelman, é doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento.

O seminário foi constituído por três palestras. A primeira, que particularmente me interessou por ser da área de lingüística, tratou sobre a criação de novas palavras (neologismo) na língua de sinais, assim como os ouvintes também criam ou importam de outra língua. Inicialmente, a palestrante nos fez pensar sobre uma questão interessante: a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) deveria se chamar LSB (Língua de Sinais Brasileira). A Língua de Sinais não é somente brasileira, mas sim universal, com algumas adaptações dependendo do país ou da região, e por isso seria preciso apenas distinguir a “nacionalidade” da língua, como Língua de Sinais Brasileira, Língua de Sinais Americana, etc.

Voltando à questão dos neologismos, a palestrante explicou como se dá o desenvolvimento de novos sinais para expressar palavras ou conceitos que ainda não eram conhecidos pelos surdos. É uma questão muito interessante, que depende do contexto, da interpretação e da trajetória de cada surdo ou de um grupo deles.

A segunda palestra tratou sobre a questão da profissão do intérprete da Língua de Sinais. A experiência relatada dá conta da complexidade em que se constitui a interação surdo-ouvinte, especialmente quando a proximidade acontece sem que ambos compartilhem de uma ferramenta de linguagem comum. Através das dificuldades que se apresentam no dia-a-dia de um estudante surdo se percebe a importância do intérprete da Língua de Sinais. Assim, é necessário que o surdo tenha acesso a um intérprete em LIBRAS - Português, assim como o cego tem acesso a um ledor, para que tenham oportunidades que pareciam impossíveis, como ingressar em uma faculdade. Há surdos na Universidade, mas ainda são escassos os relatos de experiências nesse âmbito.

A última palestra foi brilhantemente apresentada por uma estudante de graduação surda. Essa palestra foi muito especial, também porque eu nunca havia assistido uma apresentação ministrada em língua de sinais. Claro, havia o intérprete, que traduzia para a oralidade o que estava sendo transmitido. Mas naquela garota pudemos ver que todos são capazes de buscar o conhecimento e a formação, bastando apenas auxílio de tecnologias e de pessoas capacitadas no que ela eventualmente precisar. Foi um exemplo motivador, para que nós, futuros educadores, possamos auxiliar pessoas tão especiais como ela.

projeto TLIBRAS

Projeto TLIBRAS - Tradutor Português x LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais)


Esse projeto está focado na construção de um tradutor automatizado de Português x LIBRAS, que possa ser utilizado em sala de aula, pela televisão (concomitante ou em substituição aos textos legendados), em vídeos, pela internet, na construção de livros visuais, traduzindo informações em português de origem textual ou sonora para LIBRAS, por meio de sinais animados e apresentados via computador.

Sua implantação amenizará, em médio prazo, o impacto da inclusão do aluno surdo no sistema de ensino regular, atenuando problemas que exigiriam soluções extremamente dispendiosas e de resultados de longo prazo.

O uso do tradutor automatizado de Português x Libras propiciará uma integração lingüística entre surdos e ouvintes e permitirá que a pessoa surda tenha pleno acesso a meios de comunicação e entretenimento tais como: jornais, revistas, livros, televisão, teatro, cinemas, entre outros.


Esse projeto, iniciado em 2001, atualmente é apoiado pelo MEC/Secretaria de Educação Especial com recursos do FNDE, através de convênio com a FENEIS - Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos. Coordenado pela Acessibilidade Brasil, está sendo desenvolvido por três equipes:

Equipe de LIBRAS

Formada por pesquisadores surdos e lingüistas especializadas em LIBRAS da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos - FENEIS. Tem o objetivo básico de alimentar o banco de dados de sinais com todas as regras semânticas, sintáticas, morfológicas e fonéticas necessárias para possibilitar o desmembramento, combinação e animação de sinais.

Equipe de Linguagem Natural

Formada por lingüistas especializados em tradutores lingüísticos e analistas de linguagem natural do Núcleo Interinstitucional de Lingüística Computacional - NILC da USP - São Carlos. Tem o objetivo de desenvolver um sistema de tradução unidirecional de uma língua oral-auditiva, o português, para a representação linear (notação-libras) de uma língua gestual-visual que é a LIBRAS.

Equipe de Computação Gráfica

Formada por analistas de sistemas e engenheiros de computação gráfica especializados em jogos e programação de animações gráficas, da organização Acessibilidade Brasil.

http://www.acessobrasil.org.br/index.php?itemid=39

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Recursos e Serviços

O que é Tecnologia Assistiva?

Tecnologia Assistiva é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e conseqüentemente promover Vida Independente e Inclusão.

É também definida como "uma ampla gama de equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidas e aplicadas para minorar os problemas encontrados pelos indivíduos com deficiências" (Cook e Hussey • Assistive Technologies: Principles and Practices • Mosby – Year Book, Inc., 1995).

A Tecnologia Assistiva se compõe de Recursos e Serviços. Os Recursos são todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, produto ou sistema fabricado em série ou sob-medida utilizado para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência. Os Serviços, são definidos como aqueles que auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar ou usar os recursos acima definidos.

OBJETIVOS DA TECNOLOGIA ASSISTIVA

Proporcionar à pessoa com deficiência maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade.

CATEGORIAS DE TECNOLOGIA ASSISTIVA

1. Auxílios para a vida diária
Materiais e produtos para auxílio em tarefas rotineiras tais como comer, cozinhar, vestir-se, tomar banho e executar necessidades pessoais, manutenção da casa etc.

2. CAA (CSA) Comunicação aumentativa (suplementar) e alternativa
Recursos, eletrônicos ou não, que permitem a comunicação expressiva e receptiva das pessoas sem a fala ou com limitações da mesma. São muito utilizadas as pranchas de comunicação com os símbolos PCS ou Bliss além de vocalizadores e softwares dedicados para este fim.

3. Recursos de acessibilidade ao computador
Equipamentos de entrada e saída (síntese de voz, Braille), auxílios alternativos de acesso (ponteiras de cabeça, de luz), teclados modificados ou alternativos, acionadores, softwares especiais (de reconhecimento de voz, etc.), que permitem as pessoas com deficiência a usarem o computador.


4. Sistemas de controle de ambiente
Sistemas eletrônicos que permitem as pessoas com limitações moto-locomotoras, controlar remotamente aparelhos eletro-eletrônicos, sistemas de segurança, entre outros, localizados em seu quarto, sala, escritório, casa e arredores.


5. Projetos arquitetônicos para acessibilidade
Adaptações estruturais e reformas na casa e/ou ambiente de trabalho, através de rampas, elevadores, adaptações em banheiros entre outras, que retiram ou reduzem as barreiras físicas, facilitando a locomoção da pessoa com deficiência.

6. Órteses e próteses
Troca ou ajuste de partes do corpo, faltantes ou de funcionamento comprometido, por membros artificiais ou outros recurso ortopédicos (talas, apoios etc.). Inclui-se os protéticos para auxiliar nos déficits ou limitações cognitivas, como os gravadores de fita magnética ou digital que funcionam como lembretes instantâneos.

7. Adequação Postural
Adaptações para cadeira de rodas ou outro sistema de sentar visando o conforto e distribuição adequada da pressão na superfície da pele (almofadas especiais, assentos e encostos anatômicos), bem como posicionadores e contentores que propiciam maior estabilidade e postura adequada do corpo através do suporte e posicionamento de tronco/cabeça/membros.

8. Auxílios de mobilidade
Cadeiras de rodas manuais e motorizadas, bases móveis, andadores, scooters de 3 rodas e qualquer outro veículo utilizado na melhoria da mobilidade pessoal.


9. Auxílios para cegos ou com visão sub-normal
Auxílios para grupos específicos que inclui lupas e lentes, Braille para equipamentos com síntese de voz, grandes telas de impressão, sistema de TV com aumento para leitura de documentos, publicações etc.

10. Auxílios para surdos ou com déficit auditivo
Auxílios que inclui vários equipamentos (infravermelho, FM), aparelhos para surdez, telefones com teclado, sistemas com alerta tátil-visual, entre outros.


11. Adaptações em veículos
Acessórios e adaptações que possibilitam a condução do veículo, elevadores para cadeiras de rodas, camionetas modificadas e outros veículos automotores usados no transporte pessoal.

Tecnologia assistiva


Tecnologia assistiva
Recursos a serviço dos deficientes visuais e auditivos



Linguagem de sinais, textos falados ou avisos sonoros. Estes são alguns detalhes que auxiliam a vida de muitas pessoas. Principalmente a dos portadores de necessidades especiais, quando precisam lidar com computadores. Todos os recursos que contribuem para proporcionar vida independente aos deficientes são denominados tecnologias assistivas.

Na internet, há sites que possuem versões para deficientes, como o www.amazon.com/access, uma adaptação da livraria virtual para deficientes visuais. O www.dicionariolibras.com.br é outro exemplo. Nele os deficientes auditivos, especialmente as crianças, podem aprender a linguagem de sinais, denominada Libras. O criador do site, Augusto Marques, explica que desenvolveu o dicionário após muito estudo e cuidadosa revisão das imagens."Meu avô era surdo e minha mãe tinha uma pequena surdez. Um dia, navegando pela internet, encontrei um site para deficientes auditivos. Foi o suficiente para as idéias fluírem" conta Augusto. Ele também criou programas didáticos para surdos e um dicionário eletrônico em CD. Augusto afirma que, atualmente, tenta disponibilizar o dicionário para as pessoas carentes.

http://www.jfservice.com.br/informatica/arquivo/tecnologias/2002/05/10-deficiente/

ajudas tecnológicas

Softwares e aparelhos eletrônicos ajudam pessoas com algum tipo de deficiência a levarem uma vida normal e produtiva

Não é de hoje que a tecnologia está a serviço do deficiente - vide a bengala ou o aparelho de surdez. Tecnologias? Sim, de tempos atrás, que tiveram a função de inserir o indivíduo com deficiência na sociedade. Hoje, soluções hi-tech, que podem ser uma tela que lê um site para um cego ou um programa de comando de voz que permite a um tetraplégico escrever um texto no Word, cumprem exatamente o papel que um dia a cadeira de rodas teve. Muito mais do que proporcionar a inclusão digital, essas ferramentas fazem a inclusão social.

Falar de inclusão - digital ou social - para essas pessoas especiais não é fácil, pois em geral elas têm em sua história todo um passado de exclusão. É a calçada que não é adequada, a vaga reservada no estacionamento que não é respeitada, a escola que não tem profissionais treinados e estabelecimentos que não têm rampas ou elevadores especiais para cadeirantes.

Um dos maiores problemas é o alto custo de equipamentos e soluções tecnológicas importantes aos deficientes. Tudo 'culpa' da tecnologia de ponta, mas há opções gratuitas, alguns programas que podem ser usados para possibilitar a inclusão.

Deficientes no Brasil

* 24, 5 milhões de brasileiros possui alguma deficiência física, auditiva, mental, visual ou múltipla (Fonte: IBGE)

* 38,7% das crianças entre 4 e 6 anos que são portadoras de alguma deficiência não freqüentam a escola (Fonte: IBGE)

* 500 brasileiros se tornam deficientes todos os dias, seja por acidentes e doenças que deixam seqüelas (Fonte: ONU e OMS)

* 5.078 universitários de quase 4 milhões de estudantes recenseados em 2003 pelo MEC tinham alguma deficiência

http://www.lerparaver.com/node/7825

programa DOSVOX


O DOSVOX é um sistema para microcomputadores da linha PC que se comunica com o usuário através de síntese de voz, viabilizando, deste modo, o uso de computadores por deficientes visuais, que adquirem assim, um alto grau de independência no estudo e no trabalho.

O sistema realiza a comunicação com o deficiente visual através de síntese de voz em Português, sendo que a síntese de textos pode ser configurada para outros idiomas.

O que diferencia o DOSVOX de outros sistemas voltados para uso por deficientes visuais é que no DOSVOX, a comunicação homem-máquina é muito mais simples, e leva em conta as especificidades e limitações dessas pessoas. Ao invés de simplesmente ler o que está escrito na tela, o DOSVOX estabelece um diálogo amigável, através de programas específicos e interfaces adaptativas. Isso o torna insuperável em qualidade e facilidade de uso para os usuários que vêm no computador um meio de comunicação e acesso que deve ser o mais confortável e amigável possível.

Grande parte das mensagens sonoras emitidas pelo DOSVOX é feita em voz humana gravada. Isso significa que ele é um sistema com baixo índice de estresse para o usuário, mesmo com uso prolongado.

Ele é compatível com a maior parte dos sintetizadores de voz existentes pois usa a interface padronizada SAPI do Windows. Isso garante que o usuário pode adquirir no mercado os sistemas de síntese de fala mais modernos e mais próximos à voz humana, os quais emprestarão ao DOSVOX uma excelente qualidade de leitura.

O DOSVOX também convive bem com outros programas de acesso para deficientes visuais (como Virtual Vision, Jaws, Window Bridge, Window-Eyes, ampliadores de tela, etc) que porventura estejam instalados na máquina do usuário.

O DOSVOX contava em dezembro de 2002 com cerca de 6000 usuários no Brasil e alguns países da América Latina. Nesta época, o número de usuários que acessava a Internet era estimado em cerca de 1000 pessoas.

http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/intro.htm

O software educativo Hércules e Jiló



A concepção do software Hércules e Jiló foi direcionada considerando algumas características fundamentais, identificadas como importantes para que o recurso didático possa cumprir adequadamente seu papel no apoio à construção de conhecimentos e à atividades de ensino. Dentre as inúmeras características, há uma que, sem dúvidas, reflete todo o esforço dos elaboradores do material didático e certamente vai ao encontro dos objetivos do sistema de educação para o qual ele serve de apoio: a transferência dos conhecimentos disponibilizados pelo material didático em outras situações distanciadas da relação educativa propriamente dita.

No contexto da educação especial, o conceito de transferência de conhecimentos é crucial, tendo em vista as próprias características da clientela atendida. O software educativo precisa, desta forma, estar direcionado para fazer com o que o aluno o ultrapasse, interagindo diretamente com os conhecimentos que ele articula e instrumentalizando-se para, em outras ocasiões, reaplicá-los, modificando sua prática, reafirmando sua pertinência e ancorando-o definitivamente em sua memória de longo prazo. Esta é uma importante característica do software Hércules e Jiló: proporcionar a transferência de conhecimentos.

SANTOS, Gilberto Lacerda; SOUZA, Amaralina Miranda de. A Informática Educativa na educação especial: O software Educativo Hércules e Jiló.

programa MOTRIX



O programa Motrix foi criado para permitir o acesso de pessoas com tetraplegia ou deficiências motoras severas que impeçam o uso efetivo dos membros superiores. Através dele, é possível comandar com a voz a maior parte das funções de um computador com Windows.

O Motrix é distribuído gratuitamente pela UFRJ e apenas por ela. Qualquer outra forma de distribuição será considerada ilegal.
O Motrix existe em três versões:

- versão em inglês (mais avançada)
faz uso do sistema de reconhecimento de voz distribuído gratuitamente pela Microsoft

- versão internacional
faz uso do produto VoiceCom, software de origem russa, que é capaz de reconhecer comandos em qualquer idioma.

- versão em português
faz uso do sistema de reconhecimento de voz do departamento de Engenharia Eletrônica da UFRJ

http://intervox.ufrj.br/motrix/download.htm

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Deficientes visuais



NOVAS TECNOLOGIAS PARA DEFICIENTES VISUAIS

O Braille deu a leitura ao cego pelo tato, os livros sonoros pela audição. Com o acesso à internet e aos computadores, agora o cego se comunica e tem acesso à informação de forma muito mais fácil.

Hoje, um cego não só pode navegar pelas páginas da Internet como também produzi-las, participar em chats, ler jornais e revistas, fazer compras, fazer cursos on-line, ter acesso a manuais, informação em geral, a prestadoras de serviços, enfim, quase tudo que a WEB pode oferecer aos seus utilizadores.

Em paralelo com o computador, existe também a possibilidade de traduzir a informação para suporte papel, isto é, para Braille, através de impressoras Braille . No entanto, elas são bastante dispendiosas, para além de o seu processo exigir algum tempo. Há também a possibilidade de trabalhar com o computador e ao mesmo tempo com o sistema Braille, mediante um periférico denominado terminal ou linha Braille. Ligado ao computador, ele permite que o cego se certifique do que escreveu, embora este processo de verificação da escrita possa também ser realizado apenas com o computador, utilizando o teclado e softwares.

http://www.lerparaver.com/ver/novas_tecnologias.htm

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Novo piso tátil

Pessoal, vi essa reportagem no DFTV no dia 2 de outubro e achei uma iniciativa bem interessante. É mais uma forma de garantir a acessibilidade ao espaço público a pessoas que têm alguma necessidade especial.

Leiam na íntegra abaixo:

Você já conhece o novo piso tátil?

Para facilitar o acesso de deficientes visuais, prédios públicos de Brasília estão instalando a novidade: um tapete de borracha que serve de guia.

Para instalar o piso tátil foi feito um estudo. Uma faixa de borracha indica a direção. Quando as bolinhas aparecem é um sinal de alerta. Elas avisam que há, por exemplo, uma bifurcação ou uma entrada. Na Biblioteca da Universidade de Brasília, uma maquete tátil ainda vai ser instalada para dar dimensão de espaço.

Patrícia Raposo é professora na faculdade de educação. Perdeu a visão aos 21 anos, por causa do diabetes. Agora, se empenha no projeto de acessibilidade. “O que muda é que agora nós termos mais independência para locomoção. Como toda pessoa que chega à biblioteca e freqüenta os diferentes espaços, nós também vamos poder fazer isso com mais independência”, ressalta a professora.

O piso é novo. Foi inaugurado em agosto com a biblioteca digital, onde as leituras dos livros são gravadas em MP3. “É o primeiro passo para aumentar a acessibilidade e fazer um trabalho total de inclusão na UnB”, informa o coordenador do projeto, Jéferson Dantas.

O piso tátil já pode ser encontrado em outros pontos da cidade, além da Universidade de Brasília. Já foi instalado em Ceilândia, nas estações do metrô, e também na Estação da 108 Sul.

Justino Pereira Bastos diz que é um avanço. Mesmo assim, acredita que ainda falta muito para que, até 2010, todos os prédios públicos estejam adaptados. O objetivo é facilitar o acesso de pessoas com deficiência visual, como previsto em lei.

“No metrô não falta muito. Agora, em outros espaços públicos ainda falta muita coisa. De qualquer formal, a expectativa é a melhor possível. Espero que todos se conscientizem que nós somos cidadãos de bem e que precisamos de mais liberdade”, afirma Justino.